Espero que um dia
O meu coração pare de fervilhar
Que o meu pensamento pare de me atormentar
Que a minha cabeça pare de explodir
Em pensamentos que me fazem ruir
Como se de um edifício antigo me tratasse
E que essa explosão, fosse a explosão que me matasse
Quando a respiração deixar de existir
Virá a lamentação para assistir
Ao fim do poeta que um dia o sonhou ser
E que nestas palavras o conseguiu submeter
Ao gosto amargo da poesia
Igual ao gosto amargo de uma saudade de mulher
E quando esse dia vier
Por pior que possa ser, tornar-se-á num bom dia
Se isto tudo acontecer.
Emanuel Melo
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Pânico
Percorro os caminhos
De um labirinto sem fim
E as paredes
Feitas de pedra
Fecham-se cada vez mais
Sobre si, deixando-me
Tão aterrorizado
Que por mais espaço
Que eu possa ter
Mais pequeno o espaço
Se faz parecer.
Emanuel Melo
De um labirinto sem fim
E as paredes
Feitas de pedra
Fecham-se cada vez mais
Sobre si, deixando-me
Tão aterrorizado
Que por mais espaço
Que eu possa ter
Mais pequeno o espaço
Se faz parecer.
Emanuel Melo
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