quinta-feira, 19 de março de 2009

Antero de Quental, o Trafulha

Este poema surge num trabalho que eu tinha de realizar para Português. Numa espécie de debate eu representava os defensores do Romantismo em Portugal, e tínhamos como adversários os Realistas. Este poema serve de bala que tenta desferir os Realistas.

Antero de Quental, o Trafulha

Antero de Quental
Considero-te o pior português
A nascer em Portugal

Esse país que em certo tempo
Foi ponto de partida para os Descobrimentos
Vê-se agora neste momento
Dividido em pensamentos

Cheia de escritores frustrados
Está essa tal Geração de 70
Não passam de homens mal amados
Que já ninguém aguenta

Porque não se manda para Praga o Teófilo
E se expulsa da nação esse tal Ortigão
Porque cá no nosso amado Portugal
Não há espaço para os amigos de Antero de Quental


Emanuel Melo (na aula apresentei-me como Luís Nobre, um possível poeta menor defensor do Romantismo)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Porque se escondem os seres humanos
Por baixo de uma capa que os deixa mundanos
Porque foge o Homem do seu Futuro incerto
Mesmo sem saber o que o espera
E quando tudo é um tormento

Floresce um pouco de paz
Por baixo dos pés do poeta
E pegando nessa paz
Enfrenta a própria escória que acarreta
Pesada, sobre os seus ombros esculpidos pela dor
De quem não suporta este mundo sem amor

Emanuel Melo