Não passo de uma mera lágrima caída do teu rosto
Uma lágrima nem salgada, nem insossa, uma lágrima sem gosto
Que aprisiona dentro de si todo o sofrimento que o teu peito acumulava
Uma lágrima que cai por terra, nessa terra seca e sem som
Assim como o grito que tu tentas dar
Numa tentativa frustrante de escapar,
Mas ao amor ninguém escapa
Assim como à morte, e se analisarmos com cuidado
Verificamos que o fim de um é o começo de outro
Porque o amor termina em "mor", e é em "mor"
Que a morte irá começar a ceifar as vidas daqueles
Que outrora viviam para amar, e que agora só lhes resta recordar.
Emanuel Melo
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Esperança
Espero que um dia
O meu coração pare de fervilhar
Que o meu pensamento pare de me atormentar
Que a minha cabeça pare de explodir
Em pensamentos que me fazem ruir
Como se de um edifício antigo me tratasse
E que essa explosão, fosse a explosão que me matasse
Quando a respiração deixar de existir
Virá a lamentação para assistir
Ao fim do poeta que um dia o sonhou ser
E que nestas palavras o conseguiu submeter
Ao gosto amargo da poesia
Igual ao gosto amargo de uma saudade de mulher
E quando esse dia vier
Por pior que possa ser, tornar-se-á num bom dia
Se isto tudo acontecer.
Emanuel Melo
O meu coração pare de fervilhar
Que o meu pensamento pare de me atormentar
Que a minha cabeça pare de explodir
Em pensamentos que me fazem ruir
Como se de um edifício antigo me tratasse
E que essa explosão, fosse a explosão que me matasse
Quando a respiração deixar de existir
Virá a lamentação para assistir
Ao fim do poeta que um dia o sonhou ser
E que nestas palavras o conseguiu submeter
Ao gosto amargo da poesia
Igual ao gosto amargo de uma saudade de mulher
E quando esse dia vier
Por pior que possa ser, tornar-se-á num bom dia
Se isto tudo acontecer.
Emanuel Melo
sábado, 8 de novembro de 2008
Pânico
Percorro os caminhos
De um labirinto sem fim
E as paredes
Feitas de pedra
Fecham-se cada vez mais
Sobre si, deixando-me
Tão aterrorizado
Que por mais espaço
Que eu possa ter
Mais pequeno o espaço
Se faz parecer.
Emanuel Melo
De um labirinto sem fim
E as paredes
Feitas de pedra
Fecham-se cada vez mais
Sobre si, deixando-me
Tão aterrorizado
Que por mais espaço
Que eu possa ter
Mais pequeno o espaço
Se faz parecer.
Emanuel Melo
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Glória
Senhora detentora de uns olhos gastos
Pelas visões da vida
Mas que ainda têm uma luz
Uma luz que brilha
E que guia
Quem se achava perdido
Como se faz um sorriso que nos protege do mundo?
Glória sabe fazê-lo
E ao lê-lo, tento encontrar explicação
E encontrar a razão
Que me envia a um outro mundo
Em que para além de o ver
Também posso vivê-lo
Nota: Não podia deixar passar ao lado da minha poesia, uma pessoa fundamental na minha criação e que tanto apoio me deu para puder conseguir concretizar o meu objectivo. Se não o for, eu embora fique triste tenho de entender, mas para mim é uma amiga, e apesar de não ser de acordo da sua ética profissional eu não pude de deixar de lhe prestar este tributo. Obrigado por tudo.
Emanuel Melo
Pelas visões da vida
Mas que ainda têm uma luz
Uma luz que brilha
E que guia
Quem se achava perdido
Como se faz um sorriso que nos protege do mundo?
Glória sabe fazê-lo
E ao lê-lo, tento encontrar explicação
E encontrar a razão
Que me envia a um outro mundo
Em que para além de o ver
Também posso vivê-lo
Nota: Não podia deixar passar ao lado da minha poesia, uma pessoa fundamental na minha criação e que tanto apoio me deu para puder conseguir concretizar o meu objectivo. Se não o for, eu embora fique triste tenho de entender, mas para mim é uma amiga, e apesar de não ser de acordo da sua ética profissional eu não pude de deixar de lhe prestar este tributo. Obrigado por tudo.
Emanuel Melo
Pranto
Levo a minha alma quebrada
Pela mão firme
Como quem segura uma vela
Numa procissão devota a um ser superior
Faço do pranto o meu clamor
Espero que alguém me ouça e me acuda
Mas as pessoas preferem não ver
As pessoas que devem socorrer
Rejeitam em vão o choro
O choro amargo da suplicação
E negam o olhar suplicante
Daquele ser mendicante
E ao rejeitarem isto
Desperdiçam a oportunidade
De ver
De sentir
O olhar grato de quem outrora
Ria, e que agora chora.
Emanuel Melo
Pela mão firme
Como quem segura uma vela
Numa procissão devota a um ser superior
Faço do pranto o meu clamor
Espero que alguém me ouça e me acuda
Mas as pessoas preferem não ver
As pessoas que devem socorrer
Rejeitam em vão o choro
O choro amargo da suplicação
E negam o olhar suplicante
Daquele ser mendicante
E ao rejeitarem isto
Desperdiçam a oportunidade
De ver
De sentir
O olhar grato de quem outrora
Ria, e que agora chora.
Emanuel Melo
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Julgo
Quem me dera ser surdo
Neste mundo repleto de sons
E embora haja sons que mereçam toda uma vida
Há outros que fazem com que a vida esmoreça
E nela morra toda a alegria que nela prevaleça
Sons que de tão irritantes são
Que param o meu coração
E recomeço a oração
Em busca do salvamento
Que me trará nada mais que um julgamento
Mas poderei eu ser julgado só porque aproveitei a vida?
A vida é para ser vivida
Emanuel Melo
Neste mundo repleto de sons
E embora haja sons que mereçam toda uma vida
Há outros que fazem com que a vida esmoreça
E nela morra toda a alegria que nela prevaleça
Sons que de tão irritantes são
Que param o meu coração
E recomeço a oração
Em busca do salvamento
Que me trará nada mais que um julgamento
Mas poderei eu ser julgado só porque aproveitei a vida?
A vida é para ser vivida
Emanuel Melo
Família
Admiro ao longe
O brilho das rochas que me viram nascer
As rochas onde me pude apoiar e erguer
Rochas que por mais frias e indiferentes que fossem
Para mim sempre tiveram jeito maternal
Rochas que por mais incertas
cortantes
falsas
intrigantes
irregulares
pequenas
gigantes
sempre me vigiaram
e amaram como se fosse seu filho
Emanuel Melo
O brilho das rochas que me viram nascer
As rochas onde me pude apoiar e erguer
Rochas que por mais frias e indiferentes que fossem
Para mim sempre tiveram jeito maternal
Rochas que por mais incertas
cortantes
falsas
intrigantes
irregulares
pequenas
gigantes
sempre me vigiaram
e amaram como se fosse seu filho
Emanuel Melo
domingo, 14 de setembro de 2008
Luta
Trava-se no meu peito mais uma batalha
Na guerra entre o Bem e o Mal
Não sei se opto por ficar bem contigo
Se mal sozinho
Se bem que quando estou sozinho
Perco todos os medos
O medo de te perder
De te fazer infeliz
Será que eu estou apenas a sonhar alto?
Realmente a minha vida a teu lado não passa disso
De um sonho, de um sonho agradável
Onde tu e eu caminhamos juntos
Sorrimos juntos
Chorámos juntos
E nos amámos juntos
Emanuel Melo
Na guerra entre o Bem e o Mal
Não sei se opto por ficar bem contigo
Se mal sozinho
Se bem que quando estou sozinho
Perco todos os medos
O medo de te perder
De te fazer infeliz
Será que eu estou apenas a sonhar alto?
Realmente a minha vida a teu lado não passa disso
De um sonho, de um sonho agradável
Onde tu e eu caminhamos juntos
Sorrimos juntos
Chorámos juntos
E nos amámos juntos
Emanuel Melo
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Razão
Temem os indesejáveis
Que corrompem as suas fronteiras
Que trazem consigo os seus modos intermináveis
Todos eles sem maneiras
Não perguntam pela vida
Mas respondem com a morte
E vocês, invadidos, já a têm como tida
Esta indesejável sorte
Vêm do Leste
Onde o Sol nasce
Mas este Sol não traz o calor da vida
Mas sim a frieza de quem olha nos olhos da Morte
Tentam calar-te, tentam cegar-te
Mas tu não morres aos olhos da razão
Por isso não temas pelo teu povo, meu irmão
Emanuel Melo
Que corrompem as suas fronteiras
Que trazem consigo os seus modos intermináveis
Todos eles sem maneiras
Não perguntam pela vida
Mas respondem com a morte
E vocês, invadidos, já a têm como tida
Esta indesejável sorte
Vêm do Leste
Onde o Sol nasce
Mas este Sol não traz o calor da vida
Mas sim a frieza de quem olha nos olhos da Morte
Tentam calar-te, tentam cegar-te
Mas tu não morres aos olhos da razão
Por isso não temas pelo teu povo, meu irmão
Emanuel Melo
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Minha querida Hezbolah
Duas frentes se enfrentam
Em frente ao meu portão
Arrancam olhos, arrancam dentes
À vista do meu coração
Gritos roucos, olhares mudos
Resultantes de dor
As tropas enfrentam-se
Aos olhos do Senhor
Guerra intemporal
Soldado destemido
Com a força de um punhal
Liberta o seu último gemido
Emanuel Melo
Em frente ao meu portão
Arrancam olhos, arrancam dentes
À vista do meu coração
Gritos roucos, olhares mudos
Resultantes de dor
As tropas enfrentam-se
Aos olhos do Senhor
Guerra intemporal
Soldado destemido
Com a força de um punhal
Liberta o seu último gemido
Emanuel Melo
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Espelho que me arranca a alma
De manhã olho-me naquela vidraça, meio limpa ou meio suja, tanto me faz, isso a mim não me importa, o que me importa é que de cada vez que eu me olho nela, sinto que ela me retira um bocado da minha alma, me encurta a vida, que não traz o que o tempo levou. Olhando-me no espelho digo: "Gostava de te puder dar aquela infância que não tiveste, aquela namorada que tardou em chegar, o primeiro emprego maravilhoso que te passou ao lado, o carro que querias tanto, o barco que navegava pelos teus sonhos, a Cultura que tardaste em adquirir, a alma perfeita que sonhavas em atingir. Queria realmente dar-te isso tudo, mas nas alturas em que não podia falhar, falhei. Fracassei como uma lebre que tenta fugir à morte inevitável no bico de uma águia, fui adiando, adiando, adiando e o inevitável chegou, e chega todas as manhãs quando te olho com a minha máxima atenção, e um arrepio apodera-se do meu corpo velho e desgastado pela vida e estremece, como se um sopro mortífero te levasse num último suspiro".
Emanuel Melo
Emanuel Melo
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Solitário do Windows
No outro dia dei por mim a pensar na quantidade de gente que conheço. Sem dúvida é muita gente, mas depois lá fui reduzindo o número de conhecidos consoante o grau de aproximação que eu tenho com essas pessoas. Retirei aquelas majestades que se acham boas, retirei as damas que a mim já não dizem nada, os valetes foram para a valeta, as cenas tristes optei por esquecê-las e os duques apagaram-se com o tempo. Até mesmo aqueles amigos que eu considerava que eram uns ases, agora já não são nada. Depois existe aquele tipo de gente que conhecemos mas que não servem para nada, os ditos "fardos de palha". É engraçado como a vida de uma pessoa se pode tornar num jogo tão pouco competitivo e sem adrenalina nenhuma.
Emanuel Melo
Emanuel Melo
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Dia Negro
Ele tem um ataque
E eu temendo o que se pode passar, fujo
Tapo os ouvidos
Quero fechar o meu mundo
Mas não dá
Fracassei...
Desço as escadas
E vou do Céu ao Inferno
Tento ajudá-lo
Assisto a este espectáculo obsceno
Que me queima as veias como um veneno
Morreu o ataque
o espectáculo
Nasceu a insegurança
o medo
Deito aquele anjo ferido
Tapo-lhe as asas rasgadas
Ele dá o seu último fôlego
E eu desvaneço junto dele
Emanuel Melo
E eu temendo o que se pode passar, fujo
Tapo os ouvidos
Quero fechar o meu mundo
Mas não dá
Fracassei...
Desço as escadas
E vou do Céu ao Inferno
Tento ajudá-lo
Assisto a este espectáculo obsceno
Que me queima as veias como um veneno
Morreu o ataque
o espectáculo
Nasceu a insegurança
o medo
Deito aquele anjo ferido
Tapo-lhe as asas rasgadas
Ele dá o seu último fôlego
E eu desvaneço junto dele
Emanuel Melo
Página de um diário (fictício)
2 de Outubro de 1968
Manhã cinzenta na cidade da cor. Percorro as ruas da cidade, como uma alma a vaguear. Vislumbro ao longe um bando de cães a vasculhar restos de comida putrefactos. Após uma silenciosa e extensa caminhada, chego finalmente ao estúdio, reparo que sou o primeiro a chegar, preparo tudo para que quando eles chegarem se sintam melhor do que eu quando aqui entrei e senti o frio a congelar-me o sangue nas veias. O primeiro a chegar é o Ray. Tivemos uma conversa agradável, convidou-me a ouvi-lo tocar no seu piano. Os seus dedos deslizavam e de repente... zás, lá ia uma tecla para baixo e parecia que as teclas do piano tinham sido moldadas para os seus dedos. A melodia adocicou os meus ouvidos, tal qual o mel o faz com os meus lábios. Totalmente psicadélico. Antes do Ray terminar, chegou o Robby, como sempre, vem pensativo e ausente, senta-se no sofá do estúdio, e agarra uma folha branca de onde surgirá, de entre os rabiscos horriveis, uma música belíssima. O John é o terceiro a chegar bebe um copo de tinto, senta-se ao lado do Robby e mesmo sendo supérfluo ele tenta ajudar o Robby com a sua música. Passados 30 minutos chega finalmente o Jim. Vem com um ar apático, resultado de uma noite de bebedeira. Já todos o avisámos sobre a sua triste sina, mas ele já nem liga ao que dizemos, perdemos o nosso parceiro para o álcool. Começou o ensaio, o som percorre todo o estúdio, enchendo-o de vida, magia, alegria... Não estávamos à espera, mas dos escombros surge o velho Jim com a sua feiticeiresca voz. Ficámos vidrados nele, quase que o tempo parou e nos arrastava na sua paragem, mas tivemos auto-controlo suficiente para aguentar e não nos deixámos ir abaixo. O tempo voou e a luz do dia é engolida pela escuridão da noite. O Robby lembrou-se do motivo que o fizera vir pensativo para o ensaio: não deu comida ao seu peixe dourado de manhã. Despediu-se apressadamente e com uma certa confusão à mistura. O John sucedeu-o partindo também numa aventurosa caminhada pela escuridão assombrosa que nos rodeava.
O Ray convidou o Jim para ir jantar com ele lá a casa, e enquanto a indecisão do Jim ia surgindo e aumentando, o Ray ia ficando com cada vez menos esperanças no SIM. Sim! - disse o Jim num ruído seco. Ao ver aquilo fiquei perplexo. O Ray também me convidou mas eu optei pelo NÃO, eles iam reviver os tempos da UCLA e eu não queria incomodá-los. Despedi-me deles e saí do estúdio. O cinzento que pintava as ruas de manhã, dera lugar ao negro da noite, que me penetrava nos olhos. Os cães diminuíram? Não, pelos vistos não eram os cães, eram ratazanas no seu imundo paraíso.
Cheguei finalmente a casa, exausto, comi algo que me aqueceu o estômago, despi-me, deitei-me sobre a cama, que tinha ficado por fazer, e aqui estou eu a escrever o meu diário mais uma vez, mais uma página...
Manhã cinzenta na cidade da cor. Percorro as ruas da cidade, como uma alma a vaguear. Vislumbro ao longe um bando de cães a vasculhar restos de comida putrefactos. Após uma silenciosa e extensa caminhada, chego finalmente ao estúdio, reparo que sou o primeiro a chegar, preparo tudo para que quando eles chegarem se sintam melhor do que eu quando aqui entrei e senti o frio a congelar-me o sangue nas veias. O primeiro a chegar é o Ray. Tivemos uma conversa agradável, convidou-me a ouvi-lo tocar no seu piano. Os seus dedos deslizavam e de repente... zás, lá ia uma tecla para baixo e parecia que as teclas do piano tinham sido moldadas para os seus dedos. A melodia adocicou os meus ouvidos, tal qual o mel o faz com os meus lábios. Totalmente psicadélico. Antes do Ray terminar, chegou o Robby, como sempre, vem pensativo e ausente, senta-se no sofá do estúdio, e agarra uma folha branca de onde surgirá, de entre os rabiscos horriveis, uma música belíssima. O John é o terceiro a chegar bebe um copo de tinto, senta-se ao lado do Robby e mesmo sendo supérfluo ele tenta ajudar o Robby com a sua música. Passados 30 minutos chega finalmente o Jim. Vem com um ar apático, resultado de uma noite de bebedeira. Já todos o avisámos sobre a sua triste sina, mas ele já nem liga ao que dizemos, perdemos o nosso parceiro para o álcool. Começou o ensaio, o som percorre todo o estúdio, enchendo-o de vida, magia, alegria... Não estávamos à espera, mas dos escombros surge o velho Jim com a sua feiticeiresca voz. Ficámos vidrados nele, quase que o tempo parou e nos arrastava na sua paragem, mas tivemos auto-controlo suficiente para aguentar e não nos deixámos ir abaixo. O tempo voou e a luz do dia é engolida pela escuridão da noite. O Robby lembrou-se do motivo que o fizera vir pensativo para o ensaio: não deu comida ao seu peixe dourado de manhã. Despediu-se apressadamente e com uma certa confusão à mistura. O John sucedeu-o partindo também numa aventurosa caminhada pela escuridão assombrosa que nos rodeava.
O Ray convidou o Jim para ir jantar com ele lá a casa, e enquanto a indecisão do Jim ia surgindo e aumentando, o Ray ia ficando com cada vez menos esperanças no SIM. Sim! - disse o Jim num ruído seco. Ao ver aquilo fiquei perplexo. O Ray também me convidou mas eu optei pelo NÃO, eles iam reviver os tempos da UCLA e eu não queria incomodá-los. Despedi-me deles e saí do estúdio. O cinzento que pintava as ruas de manhã, dera lugar ao negro da noite, que me penetrava nos olhos. Os cães diminuíram? Não, pelos vistos não eram os cães, eram ratazanas no seu imundo paraíso.
Cheguei finalmente a casa, exausto, comi algo que me aqueceu o estômago, despi-me, deitei-me sobre a cama, que tinha ficado por fazer, e aqui estou eu a escrever o meu diário mais uma vez, mais uma página...
Mike Gordon
Emanuel Melo
Tento apresentar-me...
Muito resumidamente, vou esclarecer o que me levou a criar este blog: escrever. Adoro escrever, posso ter jeito ou não, isso a mim não me interessa, o que eu quero é escrever. Quando escrevo sinto-me livre, e é essa liberdade que eu vos quero passar. Espero que partilhem comigo nesta aventura as minhas felicidades, as mágoas, os medos, os desejos, os sonhos, tudo aquilo sobre o que eu aqui escrever. Não é obrigado a ver este blog, espero que desfrute dele ao máximo e que tenha tanto gozo em ler o que eu escrevo, como eu tenho em escrever. Na eventualidade de aparecer algum erro, peço imensas desculpas e irei procurar emendá-lo o mais rápido possível. Todos os textos aqui apresentados são de minha autoria, caso contrário identificarei o autor. Obrigado pela sua atenção, subscrevo-me atenciosamente
Emanuel
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