Temem os indesejáveis
Que corrompem as suas fronteiras
Que trazem consigo os seus modos intermináveis
Todos eles sem maneiras
Não perguntam pela vida
Mas respondem com a morte
E vocês, invadidos, já a têm como tida
Esta indesejável sorte
Vêm do Leste
Onde o Sol nasce
Mas este Sol não traz o calor da vida
Mas sim a frieza de quem olha nos olhos da Morte
Tentam calar-te, tentam cegar-te
Mas tu não morres aos olhos da razão
Por isso não temas pelo teu povo, meu irmão
Emanuel Melo
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Minha querida Hezbolah
Duas frentes se enfrentam
Em frente ao meu portão
Arrancam olhos, arrancam dentes
À vista do meu coração
Gritos roucos, olhares mudos
Resultantes de dor
As tropas enfrentam-se
Aos olhos do Senhor
Guerra intemporal
Soldado destemido
Com a força de um punhal
Liberta o seu último gemido
Emanuel Melo
Em frente ao meu portão
Arrancam olhos, arrancam dentes
À vista do meu coração
Gritos roucos, olhares mudos
Resultantes de dor
As tropas enfrentam-se
Aos olhos do Senhor
Guerra intemporal
Soldado destemido
Com a força de um punhal
Liberta o seu último gemido
Emanuel Melo
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Espelho que me arranca a alma
De manhã olho-me naquela vidraça, meio limpa ou meio suja, tanto me faz, isso a mim não me importa, o que me importa é que de cada vez que eu me olho nela, sinto que ela me retira um bocado da minha alma, me encurta a vida, que não traz o que o tempo levou. Olhando-me no espelho digo: "Gostava de te puder dar aquela infância que não tiveste, aquela namorada que tardou em chegar, o primeiro emprego maravilhoso que te passou ao lado, o carro que querias tanto, o barco que navegava pelos teus sonhos, a Cultura que tardaste em adquirir, a alma perfeita que sonhavas em atingir. Queria realmente dar-te isso tudo, mas nas alturas em que não podia falhar, falhei. Fracassei como uma lebre que tenta fugir à morte inevitável no bico de uma águia, fui adiando, adiando, adiando e o inevitável chegou, e chega todas as manhãs quando te olho com a minha máxima atenção, e um arrepio apodera-se do meu corpo velho e desgastado pela vida e estremece, como se um sopro mortífero te levasse num último suspiro".
Emanuel Melo
Emanuel Melo
Assinar:
Postagens (Atom)