sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Lágrima

Não passo de uma mera lágrima caída do teu rosto
Uma lágrima nem salgada, nem insossa, uma lágrima sem gosto
Que aprisiona dentro de si todo o sofrimento que o teu peito acumulava
Uma lágrima que cai por terra, nessa terra seca e sem som
Assim como o grito que tu tentas dar
Numa tentativa frustrante de escapar,
Mas ao amor ninguém escapa
Assim como à morte, e se analisarmos com cuidado
Verificamos que o fim de um é o começo de outro
Porque o amor termina em "mor", e é em "mor"
Que a morte irá começar a ceifar as vidas daqueles
Que outrora viviam para amar, e que agora só lhes resta recordar.

Emanuel Melo