Levo a minha alma quebrada
Pela mão firme
Como quem segura uma vela
Numa procissão devota a um ser superior
Faço do pranto o meu clamor
Espero que alguém me ouça e me acuda
Mas as pessoas preferem não ver
As pessoas que devem socorrer
Rejeitam em vão o choro
O choro amargo da suplicação
E negam o olhar suplicante
Daquele ser mendicante
E ao rejeitarem isto
Desperdiçam a oportunidade
De ver
De sentir
O olhar grato de quem outrora
Ria, e que agora chora.
Emanuel Melo
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
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