Aterradora a visão de uma capela
Toda iluminada, do chão à janela
À luz das velas, e alinhadas todas elas
Faziam da capela um céu com estrelas
Ao lado, numa pequena janela
Uma mãe, viúva do marido, viúva do filho
Uma viúva a quem a vida não poupou lágrimas
No percurso desse longo penoso trilho
Cantando a plenos pulmões
A multidão despede-se por este ano
Da Nossa Senhora, a Senhora das visões
E por baixo do seu olhar mistura-se o sagrado e o profano
Os irmãos, todos com as suas capas encarnadas
São os responsáveis pelo transporte das figuras sagradas
E aos seus ombros não vai somente o peso da santa
Mas vai também o peso da fé da multidão que canta
Emanuel Melo
domingo, 31 de maio de 2009
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Um comentário:
Não podia passar neste magnífico blog sem deixar um comentário.
Adorei descobrir a tua poesia, espero que continues porque de facto é um dos poucos prazeres a que o espírito humano se pode dedicar nestes tempos… =)
Parabéns!
p.S.:espero que continues a cantar “a plenos pulmões” esta bela poesia! =)
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