quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dia Negro

Ele tem um ataque
E eu temendo o que se pode passar, fujo
Tapo os ouvidos
Quero fechar o meu mundo
Mas não dá
Fracassei...

Desço as escadas
E vou do Céu ao Inferno
Tento ajudá-lo
Assisto a este espectáculo obsceno
Que me queima as veias como um veneno

Morreu o ataque
o espectáculo
Nasceu a insegurança
o medo

Deito aquele anjo ferido
Tapo-lhe as asas rasgadas
Ele dá o seu último fôlego
E eu desvaneço junto dele

Emanuel Melo

Nenhum comentário: